Pesquisa em Campos

Pesquisa I – 1092 entrevistados
Antes do carnaval, em fevereiro, um instituto que atua nacionalmente foi contratado por grupo que tem como alicerce o planejamento, iniciou um trabalho de estudo de campo. Os relatórios trazem nomes postos no cenário naturalmente e outros que surgem em meio a suas áreas de atuação, e a vontade popular, essa soberana. O destaque fica pela aversão à política, e tudo que a orbita. É fato, que quem se lançar ao desafio de ir às urnas, terá primeiro que penetrar nessa margem alta, que é capaz de mudar qualquer e todo o cenário apresentado por aquela minoria, que opinou.

Pesquisa II – Estimulada
Foram realizados três estudos, sendo estimuladas e espontâneas. Os nomes revelados com destaque nas estimuladas automaticamente surgem na próxima rodada no disco na estimulada, da mesma forma que os pouco citados deixam de figurar neste quadro. A próxima vai para a rua na próxima semana. Ao todo, até o momento, foram 22 nomes apontados, o que é natural, ainda mais tendo uma eleição recém ocorrida.

Pesquisa III – Vivos na memória
É natural que na cabeça do eleitor, no momento da pesquisa espontânea surjam nomes que recém foram às urnas, no caso dos vereadores Abu (PPS), que teve grande votação em Campos, em outubro último, quando da disputa de Deputado Estadual, e também de Marcão Gomes (PR), para federal, esses que foram candidatos do governo Rafael Diniz (PPS) e que disputará sua reeleição, ao mesmo é o que almeja. Sendo assim, seria possível pensar em pegar essas citações aos dois aliados, e mais as do presidente da Câmara, Fred Machado (PPS), por exemplo, e somar aos seus?

Pesquisa IV – Para-raio
É fato que o prefeito Rafael Diniz (PPS) é destacado o político com maior desgaste, e isso pode ser comparado a seus pares. Além de Marcão Gomes e Abu com maior citação que ao seu nome, surge com grande destaque o do vereador Abdu Neme (PR), médico, que acaba de assumir a Secretaria de Saúde, e reconhecidamente um leão para trabalhar. Doutor Abdu surge sem ter sido citado anteriormente e de saída ocupa as primeiras posições. Claro que tem e terá cada vez mais o desgaste de uma secretaria que tem suas nuances complexas a cada segundo, trata de vida, mas o que tem feito a população tem visto, por suas próprias mãos.

Pesquisa V – Visibilidade
O desgaste dos 63% está representado também e muito no não saber, não conhecer, não perceber o que o governo tem feito. A comunicação, a informação tão comemorada na campanha não se revela no governo que não se faz notar nas ruas, não aperta a mão, não olha nos olhos, e fecha cada vez mais as portas. Ter alto índice de rejeição depois de vencer uma eleição com mais 50% dos votos, no primeiro turno, vencendo nas sete zonas eleitorais e derrotando o grupo que estava no poder, demonstra que se não tudo, muito da política está completamente equivocada, a política eleitoral, administrativa e partidária. Esses sustentáculos estão corroídos. Ah, a pesquisa está corroborando com os que de dentro do governo mesmo vem alertando, a questão é querer ver.

Pesquisa VI – Pais e filhos
A última amostragem foi feita em abril, antes de o ex-prefeito Arnaldo Vianna (MDB) anunciar que teria condições de disputar a eleição, e assim, seu filho, Caio Vianna (PDT) o apoiaria, o que ocorreria também caso ele não possa, por pendências com a justiça, participar do pleito e então haveria a inversão, ou seja, o filho seria mesmo o candidato, conforme está o trabalho de pesquisa indo a rua. O fato de o nome de Arnaldo Vianna não ter aparecido nem mesmo na espontânea, demonstra que o eleitor entendeu que seu nome está no do filho, mas quando se apresenta novamente, fatalmente cria na cabeça do eleitor, uma confusão, que somente será revelada na próxima amostragem.

Pesquisas VII – Pais e filhos
E se tratando de influência ao nome do filho, o casal Garotinho chega forte. Wladimir (PSD), deputado federal tem trabalhado e não recusa o posto de candidato, muito pelo contrário, se comporta a todo instante como tal, mesmo em seus discursos colocando a possibilidade de mãe, a ex-governadora e prefeita Rosinha, voltar ao cenário, e aí está algo intrigante também. Assim como o nome de Arnaldo Vianna não surge na espontânea, a de Garotinho também não, ou seja, o eleitor campista tem a convicção de que os ex-aliados e a muito tempo adversários Garotinho e Arnaldo, estariam definitivamente fora desse cenário, sendo então representados por seus filhos, mas o nome de Rosinha surge forte. Todo o desgaste que envolve os nomes do grupo rosáceo em denúncias, os afastamentos e principalmente as prisões, dela inclusive, parece fazer efeito contrário a ela. Rosinha na última amostragem aparece em primeiro lugar empatada com o filho.

Pesquisas VIII – Deputados
Recém eleitos na Alerj, Gil Viana (PSL) e Rodrigo Bacellar (SD) são nomes consolidados para a disputa, ao menos demonstram essa vontade. Gil, do partido do presidente Bolsonaro saiu de uma eleição e entrou de cabeça na outra, mas os números não os favorecem. Não consolidou o apoio que esperava ter de saída do governador Wilson Witzel (PSC), que está cada vez mais entrelaçado ao filho do casal Garotinho, abrindo todas as portas a Wladimir, mesmo recebendo Gil, na condição de deputado que é. Poderia dizer o mesmo do relacionamento com Wladimir, que é deputado federal, mas sabemos que é mais do que isso, por mais que possa se negar. Gil, assim como outros perdeu gordura de uma amostragem para outra, mas não parece ter uma bandeira ou apoio sólido que possa o manter na condição de candidato forte, a não ser o trabalho, e isso ele tem, é dedicado.

Já Bacellar (SD) iniciou comendo pelas beiradas, tem grande articulação no Palácio, em especial com o vice-governador, muito bem articulado com a classe jurídica de onde despontou para a candidatura vitoriosa, conquistou posição de destaque na Assembleia ocupando cargos em comissões de destaque e por último, em confusão pública com Marcão Gomes, virou o adversário … isso na política tem uma simbologia enorme.

O outro deputado eleito, João Peixoto (DC), que chegou a ter citação na segunda pesquisa, já oficializou o apoio a Rafael Diniz e de saída ganhou a secretaria de agricultura.

Pesquisa IX – Aliança Bacellar x Vianna
Marcos Bacellar, pai de Rodrigo, é do PDT, partido de Caio. Uma possível e já vista como natural aliança entre partes, daria a possibilidade de Bacellar e Caio, que aparecem muito próximos na pesquisa, fazerem uma aliança que almejasse a garantia e um segundo turno, e lá na frente, se decide quem viria na cabeça de chapa.

Pesquisa X – Alternativas
Se os tradicionais e repetidos nomes se apresentaram, o eleitor que fugiu dos 63% dos que não quiseram opinar, e nem muito menos falar de eleição, trouxe seus nomes na espontânea, e surgem em cenário que se bem trabalhado pode sim virar alternativas. Professor Jefferson, reitor do IFF; Paulo Cassiano, delegado da Polícia Federal; Joilson Barcelos, empresário e Cláudio Andrade (DC), vereador de mandato.

Pesquisa XI – Surpresas?
Professor Jefferson em recém entrevista concedida ao jornalista Aldir Sales, da Folha da Manhã, declarou desejar seguir a vida na instituição onde disputará a reeleição no final do ano, mas nas entrelinhas deixou uma, mesmo que pequena, possibilidade de pensar lá na frente. Pequena que pode se revelar grande, basta entrar para o jogo e testar de fato. Encarnaria o que há de mais concreto no aspecto gestão educacional. Admirado pelo ex-presidente Lula, de quem recebeu elogios públicos e foi apresentado ao depois candidato Haddad (PT), com quem caminhou na campanha eleitoral como uma das cabeças pensantes.

Paulo Cassiano se consolidou como o ‘homem de pulso forte’ que prendeu diversas autoridades política na região, entre prefeitos, vereadores e ligados a governos por investigações que conduziu. Ficou na linha de frente e não só é temido, como indesejado por muitos, o que é um fardo do cargo que ocupa. Teria vontade de entrar na política? Provavelmente diria que não, mas basta lembrar de Moro. Teria penetração na classe baixa? A classe média alta foi a responsável por suas citações. Cassiano incorpora o que o eleitor que elegeu Bolsonaro (PSL) e Wiltzel entendem da mudança necessária.

Cláudio Andrade apareceu na última pesquisa, a de abril, e mesmo não aparecendo no disco, surgiu na espontânea, como destaque na Câmara Municipal. Mesmo sendo da base governista, seu perfil de combativo lhe dá esse destaque. Na próxima rodada vai para a estimulada.

Pesquisa XII – Citações (março e abril)

01) Wladimir Garotinho: 122 / 92
02) Rosinha Garotinho: 98 / 89
03) Caio Vianna: 75 / 87
04) Rodrigo Bacellar: 68 / 75
05) Abdu Neme: – / 72
06) Marcão Gomes: 65 / 62
07) Abu: 63 / 60
08) Rafael Diniz: 58 / 55
09) Fred Machado: 56 / 46
10) Gil Viana: 35 / 30
11) Paulo Cassiano: 23 / 29
12) Professor Jefferson: 28 / 25
13) Joilson Barcelos: 16 / 18
14) Marcelo Mérida: 15 / 17
15) Cláudio Andrade: – / 17
16) João Peixoto: 26 / 15
17) Wagner Mattos: – /15
18) Fernando Leite: 22 / 13
19) Pastor Luciano Vicente: – /12
20) Makhoul Moussallem: – / 10
21) Carla Machado: – / 07

Pesquisa XIII – 63% de aversão
Esse percentual surgiu na espontânea. As citações acima estão vinculadas a amostragem da estimulada, além dos nomes que surgiram na última pesquisa.

Um comentário em “Pesquisa em Campos”

  1. Texto inteligente, mas recheado de nomes políticos que so nos envergonham, principalmente pela falta de coerência. Já os nomes novos citados, como o do professor Jefferson e do delegado Cassiano, nos dão um fio de esperança. Mas é só isso!
    A decepção nos fala alto, mas não vemos escolha para um cargo tão importante como se fosse uma aposta num FlaxFlu.

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