Reajuste 0%

Os fatos que envolvem o capítulo mais complexo do governo de Rafael Diniz, que é o reajuste exigido pelos servidores públicos são de deixar qualquer um sem o poder de entendimento, e isso leva a várias ilações. Será que foi falta de capacidade técnica que levou ao anúncio de 4,18%, e mesmo que esse não atendesse nem de perto o anseio inicial dos servidores, ao mesmo era sim um sinalizador de se fazer dentro do possível?

Como se anuncia dizendo que estudos apurados apontaram para esse limite, debate com as classes, toma porrada, vê os servidores entrando em greve, pela primeira vez um redundante FORA RAFAEL!!!, com eco dentro do coração da prefeitura, dentro da Câmara Municipal, até porque nas ruas não se vê nada diferente disso, mas com os servidores?

Falta feeling

Se o NÃO, o mesmo que foi dito em outros momentos do governo tivesse um respaldo técnico convicto, seria diferente, o que não quer dizer que seria fácil ou bem aceito. O que tem sido apresentado, muda a todo instante, essa variação de ‘razões’ jogou na lona toda a capacidade de argumentação.

Essa coisa de dizer que pode dar certo aumento e voltar atrás porque no mesmo mês houve uma queda de receita dos royalties, é a certeza de que não havia certeza, não havia segurança, foi uma promessa vazia, e colocar na conta também do problema que pode se confirmar em novembro, quando do julgamento da liminar dos royalties do petróleo, aí não tem professor universitário, nem mesmo o mais gabaritado que vai conseguir explicar.

O ‘brinquedo’ Prefeitura de Campos é bem mais complexo que os jovens acham, ainda mais com os bilhões de armadilhas deixadas, mas não dá para se dizer de inocente. Foram mais de 151 mil procurações e o direito confirmado nas urnas, mas as ruas, pouco menos de dois anos e meio depois mostram uma insatisfação talvez não vista.

O passado é terrível, o presente assustador e o futuro …

Nova proposta dos servidores

Uma comissão de servidores representada pelo SEPE, SIPROSEP AGCMCG, SINTEC e ASPMCG foi recebida por vereadores na Câmara Municipal na sessão desta quarta-feira (15) e apresentou uma nova proposta na tentativa de acordo com o Poder Público, que se mostra irredutível, o que levou a decisão de greve. A proposta é de de 5% de reposição salarial no vencimento de maio; aumento de 1% ao mês durante sete meses, começando em junho. O reajuste do auxílio alimentação seria solicitado caso não haja partilha dos royalties com os demais estados, conforme a ADIN 4917.

Agora a ideia será levada ao prefeito Rafael Diniz …



Dia 15 é amanhã … terá greve?

Haverá acordo? Margem para negociar o prefeito Rafael Diniz (PPS) por A + B já explicou que não tem como, que os 4,18% foram calculados em cima do que ‘é possível’. Do outro lado os servidores representados por suas respectivas classes que iniciaram requerendo 15%, mas apresentaram nova proposta na última sexta-feira.

O prazo dado pelos servidores, e isso serve como ameaça, e essa é a arma que o servidor tem, é do dia 15, amanhã, para que o ‘estado de greve’ se confirme em ‘greve’ por tempo indeterminado, e dê ao governo seu maior revés com o servidor, que já não havia ficado satisfeito por conta dos não reajustes em 2017 e 2018, entre outras coisas mais …

A nova proposta é para um reajuste de 4,58% na folha salarial de maio agora, referente a março de 2018 e de 2019; 2,68% na folha de junho, referente a março de 2017 e também de 2018; além de 4,57% na folha de julho, referente a março de 2016 e mesmo mês, de 2017.

É importante ressaltar que o governo abriu as portas para as negociações, e mesmo que não se tenha tido avanços ou não aconteça, nesse caso o prefeito sentou com as representações. Mas o clima político e já eleitoral tende a acalorar cada vez mais a discussão, mesmo o governo tentando evitar deixar descambar para esse lado.

As publicações de planilhas de pagamentos com nomes, cargos e salários expôs quem não tem nada com isso, ou pelo menos a maioria, e é a prova maior de que o debate já é ELEITORAL.

É 4,18% mesmo

Em entrevista concedida ao Site Ururau, o secretário de gestão, André Oliveira confirma que os estudos dão esse teto de limite máximo à Prefeitura na apresentação da proposta do reajuste, e por esse motivo, não há chance de negociação e novo percentual. Agora, com a paralisação de 24 horas que já estava anunciada, cabe esperar qual será a reação dos servidores depois dessa segunda-feira, pois no dia 08, quarta, tem nova assembleia e a greve é eminente …